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Entrevistas :: Pacientes GOC -
Gastro Obeso Center |
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Entrevista
Débora Brovino é uma jovem de 28 anos que deu a volta
por cima. Depois de ganhar peso significativo por causa
da gravidez, submeteu-se à cirurgia de colocação de
Banda Gástrica. Hoje ela diz que é outra mulher,
sente-se atraente e feliz consigo mesma. Confira,
abaixo, o agradável bate-papo:
P. Como chegou ao sobrepeso significativo?
R. Sempre fui fofinha, não era exatamente
gordinha. Tive uma adolescência tranqüila... complicou
quando tive meu último filho, há três anos. |
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Na gravidez cheguei a engordar 35 kg. Depois do parto não
consegui voltar ao peso anterior, mesmo tomando remédios.
Estava com 140 kg e 1,74 m.
Aí falei que precisava fazer algo. No Revèillon de 99 tive
uma crise terrível na praia, uma dor insuportável. O médico
que me atendeu disse que eu estava com pedra na vesícula.
Não procurei médico gastro para tratamento até ter nova
crise. Fui então à Dra. Sueli, da Gastromed, que disse que
eu teria que operar a vesícula e me aconselhou a procurar o
Dr. Almino, a quem consultei.
Ele disse que eu era muito nova para fazer a cirurgia de
Capella, por ser muito radical. Disse que eu deveria
conversar com minha família e depois decidir sobre a
cirurgia, pois seria uma outra mulher. Optei então pela
cirurgia de banda em outubro de 2000.
P. Tinha problemas de saúde?
R. Sim, tinha colesterol alto, problema vascular, de coração
...
P. Como foi o pós-operatório?
R. Fiquei um dia no hospital, não tive dor nenhuma. A
primeira semana foi complicada. Fiquei 40 dias só no líqüido,
água de coco, Gatorade ...
P. Quais cuidados tomava para não se desnutrir?
R. Ainda não fiz acompanhamento nutricional nem psicológico,
sou meio rebelde ... (risos)
P. Continuando então a falar sobre o pós-operatório?
R. Comecei a perder muito peso. Coloquei a banda em
fevereiro e retirei em agosto. Nesse espaço de tempo fui
sete vezes para ao centro cirúrgico, pois começava a crescer
um caroço sob a cicatriz, que era pus. Pode ter havido
rejeição à linha, não sabemos.
Com o corte aberto, para vazar, forcei um pouco e a
mangueirinha começou a sair. Fui para o hospital, fizemos
nova cirurgia. Da outra vez, tive dores fortes, tomei
antibióticos e injeções. Operamos novamente, tive aderência
à banda. Isso ocorreu três vezes. Mesmo assim nunca me
arrependi de ter operado. Nessa época, já tinha perdido 25
kg.
P. E em relação a trabalho?
R. Foi muito complicado, trabalho na Gazeta Mercantil, na
área de vendas, e estou de licença por tendinite. Quando fiz
a cirurgia, já estava de licença.
P. E depois de ter perdido 25 Kg, melhoraram as
dores?
R. Não. Continuei tendo dores, fiz exames e não tinha nada.
Fiz tomografia e constou uma infecção no intestino grosso,
não sabemos o motivo. Aí foi necessário retirar a banda.
Entrei em depressão, chorava muito, não queria tirar a
banda. Estávamos todos tristes, até o Dr Almino.
Combinamos então de tirar a banda e recolocá-la após três
meses.
Quando tirei a banda estava com 97 kg; voltei a engordar 20
kg. Coloquei a banda novamente com 118 kg, ou seja, com 21
Kg a mais. Dr. Almino ficou bravo comigo!
Em nenhum momento eu questionei o profissionalismo dele, e
já levei quatro pessoas para operar com ele. Tenho muita
confiança nele.
Após três meses, pulava de alegria porque iria colocar a
banda novamente. Para ele foi a cirurgia mais complicada,
fiquei de 3 a 4 horas no centro cirúrgico, isso em
novembro/2000. E não tive mais problemas. Estou ótima!
Estou super realizada, super tranqüila. Hoje estou com 92
kg. Faltam 8 kg para fazer a plástica no abdômen e mamas.
Hoje, quando vejo obesos, digo que há solução. Tem muita
gente com medo de parar de comer.
Vou atualmente a restaurante e como pouquinho. Tive uma
queda de cabelo muito grande e o Dr. Almino diz que devo ir
a uma nutricionista.
Hoje, suco de fruta não falta em casa. Mastigo bem a carne,
tiro o caldo, e depois jogo fora.
P. Do lado psicológico, o que aconteceu após a segunda
cirurgia?
R. Eu me separei do marido, pois ele tinha muito ciúme,
gerou insegurança nele. Tinha ciúme dos amigos, da família.
Eu adoro dançar, sair à noite, e não sentia mais prazer em
sair só para comer, programa que fazia com ele.
Comecei a me arrumar mais, a me sentir linda. Isso para mim
é uma conquista muito grande. Agradeço ao Dr. Almino! Minha
vida mudou. Tenho prazer em ir à clínica, em conversar com
ele.
Comer pouco já me contenta. Hoje como só um pouquinho de
doce, só para matar a vontade.
Estou em um momento muito bom da minha vida, vou fazer uma
grande festa de aniversário.
Tenho prazer em entrar em uma loja de roupas normais.
Em casa, somos três operadas. Minha irmã e minha mãe também
fizeram a cirurgia, também com o Dr. Almino, e uma dá força
para a outra.
P. Qual mensagem deixa para as pessoas?
R. Acho que as pessoas que têm dúvidas sobre fazer ou não a
cirurgia não devem mais ter. É uma coisa maravilhosa estar
de bem com você. Automaticamente, fica de bem com as
pessoas, com o mundo. Antes eu estava mal comigo, brigava
com todos, ficava nervosa ...
Para as pessoas que estão ao lado, digo: apoiem.
Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Não fiquem
com medo.
Dou muita atenção ao que o Dr. Almino diz. Uma vez fizemos
um pacto de ficar um mês sem comer um grama de açúcar. E eu
cumpri! Não queria decepcioná-lo. Ou seja, com o
procedimento correto e apoio consegue-se superar este
problema e se ter melhor qualidade de vida. |
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recepção – Ligue para (11) 3211-1200 / 3151-3758 ou mande-nos um e-mail
através do correio eletrônico
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