Entrevistas :: Pacientes GOC - Gastro Obeso Center

Vilson N. de Souza

 

 
Entrevista

Vilson N. de Souza é paciente do Dr. Almino Cardoso Ramos, chegou a pesar 250 kg e ficar em coma por 15 dias. Quatro meses depois da cirurgia, estava com 100Kg a menos.

P. Gostaria de saber um pouquinho da sua história. Na sua infância e adolescência, sempre teve vontade de comer? Houve, em algum momento, um grande aumento de peso?
R. Tive uma infância boa, era forte. Aos 17 anos fiquei magro, sem fazer nenhum tratamento, apenas cresci. Mas depois dos 19 anos comecei a engordar e não parei mais...

P. E o que o levava a engordar tanto?
R. Acho que era ansiedade, não sei. Sei que comia por compulsão.
 
P. Você chegou a fazer exercícios físicos, consultar médicos naquela época?
R. Cheguei a fazer tratamento com endocrinologista, mas não adiantava.

P. E não emagrecia um pouquinho?
R. Emagrecia 20Kg e engordava 35Kg, emagrecia novamente 40 Kg e engordava 60 Kg. O tempo foi passando e cheguei a 250 kg.

P. Quantos anos você tem?
R. Hoje estou com 36 anos.

P. Como conheceu o Dr. Almino Cardoso Ramos, há 2 anos?
R. Através do meu cardiologista, Dr. Aragão. Eu iria fazer a operação (cirurgia de obesidade) mas estava com medo e resolvi fazer regime como última tentativa. Mas foi em vão, pois emagreci 15 kg e engordei 40.
P. Há dois anos você decidiu tentar o regime novamente e depois foi para Goiânia. O que aconteceu lá?
R. Lá foi a perdição, era tudo mais barato, ia direto a rodízios, comia uma melancia inteira, de 18 kg.


P. Qual era seu café da manhã?
R. Comia 6 hambúrgueres, 6 pãezinhos e 02 jarras de suco.


P. E tinha lanche da manhã?
R. Mais 03 pãezinhos e 01 copo de leite.


P. E o almoço?
R. Carnes, macarrão, arroz, feijão, maionese, costela.


P. No rodízio, quantos quilos você comia?
R. Cheguei a comer metade de um cabrito sozinho.


P. E pizza?
R. Comia 01 pizza napolitana e meia também sozinho e de uma só vez...


P. E sobremesa do almoço?
R. 04 pudins, salada de frutas.


P. E o lanche da tarde?
R. Comia bastante. Três pamonhas de quase 1 kg cada, queijo, doce de leite, tudo junto.


P. Como era seu jantar?
R. Ia ao rodízio de carnes, comia 3 pratos de arroz, feijão, costela de cabrito. Já cheguei a comer 4 feijoadas em uma só tacada.


P. E tinha o lanche da noite?
R. Claro, já que ficava com fome... Antes de dormir eu comia 02 hambúrgueres ou 06 cachorros quentes.


P. E às vezes acordava com fome no meio da madrugada?
R. Ah, sim, ia beliscar na geladeira. Tomava 6 litros de Coca Cola de uma vez.
 
 

P. Quando chegou aqui você estava desacordado (em coma) e ficou na UTI por 16 dias, certo?
R. Certo, e acabei optando pela cirurgia. Já não agüentava mais gastar dinheiro com remédios, tinha pressão alta, angina, problemas cardíacos, infecções constantes... uma vida que não tinha mais jeito - era um verdadeiro inferno.


P. Depois da cirurgia você teve uma redução de 70 kg. Como você se sente?
R. Sinto-me um outro homem. Minhas roupas não servem mais, está tudo folgado. Minha pressão normalizou, não consigo mais comer muito.

P. Como vê o fato de não haver grandes cicatrizes, não haver mutilação? São apenas pequenos furinhos que terão cicatrização rápida (técnica de videolaparoscopia).
R. O corte, nas pessoas que se operam com médicos que se utilizam do método antigo, deixa as pessoas constrangidas. Esconde um problema para se ter outro. Hoje mudou, nem parece que operei.

P. O que você tem a dizer sobre o Dr. Almino? Como vê a atuação dele?
R. Ele não é só um excelente médico; é um verdadeiro pai. Não é à toa que está trabalhando há tanto tempo e com todo este sucesso. É muito atencioso, não abandona o paciente. Eu operei e quando vim para o quarto ele já veio em seguida.

P. Você é casado?
R. Sou, e tenho dois filhos que falaram que estou outro homem!

P. Tem alguma coisa que você não fazia mais?
R. Já não estava fazendo mais nada, estava inutilizado. Já não andava, não me movia.

P. E para trabalhar?
R. O peso era tão grande que eu já nem andava, rastejava.

P. Qual é a sua atividade profissional?
R. Vendo plantas.

P. Quando você via o seu sofrimento, não tinha como deixar de comer?
R. A comida vencia, nunca vi uma coisa igual. Podia deixar de fumar, de viver, mas não de comer.


P. E como você pretende levar a vida daqui para frente?

R. A operação foi tão bem feita que não vou mais conseguir comer como eu comia. Agora é ir em frente e ter uma vida normal.

P. Você vai seguir uma regra nutricional?
R. Sem dúvida, tenho que seguir ou vou quebrar todo o trabalho.

P. É interessante, a gente vê uma pessoa obesa e pensa que é bem nutrida. Seus exames anteriores à cirurgia indicam que tem poucas proteínas e outras deficiências...
R. Gordura não é saúde, quem pensa que é pode procurar um profissional para Ter uma alimentação saudável e, se for demais gordo, vir operar, como eu. Me arrependo de não Ter feito isso antes, há dois anos, quando conheci o Dr. Almino.

 

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