Entrevistas :: Pacientes GOC - Gastro Obeso Center

Pedro H. X. Afonso (09) e sua mãe Sandra A. Afonso (40)

 

 
Entrevista

Entrevista com Pedrinho

P. Qual é sua altura?
R. 1,53m e peso 68kg (IMC – Índice de Massa Corpórea (veja cálculo em nosso site) de 29,04).


P. Desde quando você está fora do peso?
R. Acho que desde os quatro ou cindo anos de idade.


P. Você gosta de comer bastante? Qual tipo de comida você gosta?
R. Ah, eu gosto de feijoada, lasanha... tudo o que engorda (risos)


P. E depois que sua mãe operou e começou a emagrecer, o que passou pela sua cabeça?
R. Eu pensei: “agora eu tenho que emagrecer, não dá mais pra ficar assim”.


P. Você está tratando com o Dr. Almino há quanto tempo?
R. Dois meses.
 
P. O que ele pediu para você fazer?
R. Ele pediu para que eu não comesse mais frituras e doces.


P. E quando você vê algum amigo comendo, como você faz para não ter vontade?
R. Eu saio de perto, vou brincar com outros amigos, fazer outra coisa.


P. E daqui para frente você espera conseguir se controlar?
R. Eu espero me controlar sim.


P. Você toma algum remédio para ajudar?
R. Eu tomo o Plenty, que é inibidor de apetite, e o Triac.

P. E o apoio em casa, como é?
R. Antes de ir ao Dr. Almino meu pai chegava com chocolate e agora não. Hoje ele traz doces sem açúcar, todo mundo tenta me ajudar.

P. O que você aconselha para as crianças não engordarem?
R. Jogar futebol, correr e não comer frituras ou gorduras e não exagerar na comida.

P. O que você diria para os seus amigos que também são obesos, mas não se dão conta disso?
R. Para eles se darem conta, porque daqui a pouco eles vão perceber o que estão passando. Eu demorei para perceber. Quando minha mãe operou, aí vi que dá para emagrecer.
Declarações da mãe, Sandra Afonso, em relação ao filho e à sua cirurgia

A minha primeira filha, a Thaís, nasceu bem gordinha. E como primeira filha eu dei muita farinha. O Pedro não. Ele mamou no peito até o sétimo mês. Errei com o Pedro quando ele tinha uns quatro a cinco anos. Comecei a incentivar comidas como Danoninhos ao invés de dar preferencia a comidas
 
 
saudáveis. Se ele não queria comer uma determinada comida - mas comia dois Danoninhos - eu aplaudia e dava o terceiro se ele quisesse.

O Pedro tem uma ansiedade muito grande e, por conta disso, ele não mastigava a comida. Nós conseguimos fazer um trabalho na escola onde ele estudava, com alimentação e mastigação correta dos alimentos.

Hoje, fora o trabalho com o Dr. Almino, ele faz um trabalho com terapeuta, psicóloga e esta ansiedade estão diminuindo.

A gravidez

Quando engravidei do Pedro, já estava acima do peso. Eu tive endometriose (é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero) quando a Thaís nasceu, tomei hormônios muito fortes e engorde 26 Kg. Tive uma gravidez difícil e passei muito mal. Quando passei dos 20Kg na gravidez do Pedro, parei de me pesar, mas eu acho que engordei uns 30 Kg.

Eu, com todos os problemas, estava feliz porque sabia que seria a última gravidez - iria fazer laqueadura – e o sonho era ter um menino, porque já tinha uma menina. Por isso procurei não me aborrecer.

O meu marido, Maurão, era um pai babão e nunca disse nada a respeito da minha gordura. Mas eu só pude cuidar da obesidade do Pedro, quando parei para cuidar da minha. E o Maurão, embora muito companheiro, preferia ter uma mulher gorda a uma magra, porque não precisava se preocupar em ter ciúmes. Por isso, ele não participou comigo da decisão de operar e fazia grandes boicotes pedindo pizzas e fazendo churrasco em casa. Eu tentei o “Vigilantes do Peso” duas vezes e depois um regime super rígido em que eu tinha que preparar minha própria comida. Mas, por vários motivos, não consegui levar adiante.

 
A cirurgia

No meio tempo em que eu e minha amiga Sílvia (que trabalha comigo no Metrô) estávamos fazendo os exames solicitados por outro profissional, nós ficamos sabendo de um metroviário que foi operado pelo Dr. Almino e aí marcamos uma consulta também. Na véspera, eu desisti porque achava que iria ser tudo igual ao primeiro médico que fui e que não gostei.

Quando eu fiquei sabendo da operação do Motta (colega de trabalho no Metrô), liguei para ele e pedi explicações sobre o assunto. Quando ele me disse que havia sido operado pelo Dr. Almino, fiquei aflita por ter marcado a consulta e não ter ido. Liguei novamente, chamei a Sílvia e fomos para a consulta com todos os exames que já havíamos feito e que nem tínhamos aberto.
 
O Dr. Almino nos atendeu e respondeu tudo que perguntamos. E foi lá que soube que estava com uma apinéia altíssima e que corria risco de vida, por isso a minha cirurgia não era mais estética e sim de urgência.

A minha cirurgia demorou um mês para acontecer, por causa da burocracia exigida pelo Metrô, mas fiz e foi tudo muito tranqüilo. Cheguei pela manhã ao hospital e foram feitos todos os procedimentos necessários. A última coisa que me lembro é de dizer “não quero sentir dor”. E realmente não senti e nem vi nada. No mesmo dia fui para casa. Eu tinha muito sono, devido ao estresse e também aos medicamentos. Depois, um ponto começou a vazar. Não foi nada de grave e acabei por descobrir que era de fundo emocional (pois um amigo meu estava muito doente) e, também, um problema de pele, porque já tinha problemas com cicatrização.

Com o passar dos dias percebi que a minha apinéia estava indo embora e que dormia bem melhor. E, daí por diante, foi pura adaptação.

Um ano depois da cirurgia, estou com a minha auto-estima em alta e tenho muitos planos. E o que mais me chamou a atenção em tudo isso foi poder olhar para a minha família com outros olhos. Poder cuidar do Pedro, que a gente via que precisava de ajuda, mas não sabia o que fazer. Pra mim, fazer a cirurgia, em especial a Banda Gástrica, foi muito bom! Não tenho medo de ir ao consultório e tirar todas as dúvidas pois nós acabamos virando referência para outras pessoas.
 

Maiores detalhes podem ser obtidos com nossa equipe de recepção – Ligue para (11) 3211-1200 / 3151-3758 ou mande-nos um e-mail através do correio eletrônico sac@gastroobesocenter.com.br e informe-se.

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