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Entrevistas :: Pacientes GOC -
Gastro Obeso Center |
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Adriano Chiancone Franzoti |
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Entrevista
Adriano Chiancone Franzoti, 20 anos, cantor, professor
de música e canto, ao lado, Adriano com 94 Kg a MENOS!
P. Desde a infância esteve acima do peso?
R. Sempre fui gordinho desde criança e depois da
adolescência obeso. A gente se priva de muita coisa, não
usa roupa da moda, não vive como os outros vivem.
P. Como lidou com essa dificuldade na infância e
adolescência?
R. Sou muito extrovertido e tenho facilidade em fazer
amizades, mas ao mesmo tempo sou muito “na minha”. Eu
soube lidar usando outros escapes, a música, sair com os
amigos que gostavam de mim do jeito que eu era, ficar
nos lugares em que eu sabia que não haveria
descriminação. Quando você pega um ônibus, por exemplo,
te olham como se você fosse um leproso, não dá passar
numa catraca, te olham com crítica, fazem piadas. |
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P. Na época da adolescência, esse fato não
prejudicava a auto-estima?
R. Eu não tive tanto problema porque eu não reagia. Aqueles
que me ofendiam é que deveriam ter algum problema, o meu é a
obesidade, fiz a cirurgia, emagreci e hoje estou mais feliz
do que eu já era.
P. Você tinha alguma complicação de saúde?
R. Não, mas eu tinha muito cansaço, eu não tinha pique para
trabalhar como trabalho hoje, antes tinha 20 alunos, hoje
tenho mais de 100.
P. Quantos quilos você tinha na adolescência?
R. 98, 99 kg. Ia ao médico, fazia regime, perdia 5
kg, 10 kg e depois ganhava 20 kg. Tentei todos os tipos de
regime, “Vigilantes do Peso”, dieta de carboidratos, de
proteínas etc. Desisti de regimes e cheguei a 180 kg. Hoje,
não consigo me lembrar como era antes.
P. Você faz ginástica?
R. Não. Mas ando muito durante o dia me locomovendo por
causa do trabalho.
P. Você está fazendo acompanhamento com
nutricionista?
R. Não. O Dr. Almino me indicou várias vezes, mas eu queria
que fosse do “meu jeito”. Hoje em dia, eu não sinto mais
fome; como para me manter.
P. Como era seu hábito alimentar antes?
R. Eu comia bem. Arroz, macarrão, frango, ovo, purê, mas eu
não usava pratos normais, usava aquelas saladeiras. Às
vezes, comia 4 ou 6 miojos em um dia. Não comia muito no
café da manhã por falta de costume... somente um copo de
café com leite, 4 fatias de pão de forma. À tarde, comia
brigadeiro ou pudim, bolinho, pipoca ou salgadinho. E o
jantar era semelhante ao almoço.
P. Como resolveu procurar o Dr. Almino?
R. A cura, a solução do obeso hoje é a redução de estômago.
Eu resolvi fazer a cirurgia quando não tinha mais saída. No
início minha família teve um pouco de receio, mas depois de
rever uma amiga que pesava 160 kg e perdeu quase 100 kg após
cirurgia, até mesmo meus pais se animaram com a idéia.
Conheci o Dr. Almino porque meu pai ficou internado no
Hospital 9 de julho. Quem o indicou foi a Roberta,
nutricionista de lá. Fui à clínica, fiz todos os exames e
marquei a cirurgia. Foi a melhor coisa que fiz na minha
vida. Em 7 meses, perdi 94 kg.!!!
P. Por que o Dr. Almino optou por gastroplastia e
não banda?
R. Porque eu pedi e ele também achou melhor. Eu escolhi a
mais radical porque meu caso era radical. Eu estava muito
preparado para o que eu ia fazer...tinha me conscientizado.
É uma mudança de vida, de padrões e a pessoa deve estar
preparada. Conhecer e pesquisar muito o assunto é essencial.
P. Qual é a mensagem que você dá para aquelas
pessoas que querem fazer a cirurgia?
R. A partir do momento que a pessoa cai na realidade de que
é uma doença, ela vai querer se libertar e a única solução
para se livrar da obesidade mórbida é a redução de estômago.
Faça! Se você é feliz hoje, verá como vai ser amanhã ...
muito mais!. Aquele que deseja mudar de vida por causa da
obesidade mórbida determine-se e vá em frente que dá certo. |
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Maiores detalhes podem ser obtidos com nossa equipe de
recepção – Ligue para (11) 3211-1200 / 3151-3758 ou mande-nos um e-mail
através do correio eletrônico
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