Entrevistas :: Pacientes GOC - Gastro Obeso Center

Luiz Carlos Alcides Júnior

 
Entrevista

P. Como começou seu problema de obesidade? Você sempre foi uma criança "cheinha"?

R. Sim, desde pequeno eu já era obeso.

P. E quando aumentou, piorou o problema?
R. Eu sempre fiz regime... certa vez fiz um utilizando fórmula de remédio para emagrecer. Nessa época eu tinha 104 kg. Em quatro meses, utilizando a fórmula, passei para 71 kg. Fiquei bem magro.

O médico não pedia exames, não havia esse controle. A fórmula faz com que você não consiga comer quase nada, dá a sensação de estar "cheio". E pelo fato do remédio conter diasepan, no começo você fica meio aéreo, não fica legal.

Por um tempo, mantive entre 75/76 kg, só com a manutenção da fórmula.

O efeito do remédio dura 6 horas e, nesse período, você não pode beber nada alcoólico.
 
Uma vez esqueci e, 4 horas após ter ingerido o remédio, tomei cerveja na casa de um amigo. Fiquei louco. Passei mal, via coisas. Os amigos tiveram que me levar para casa e minha mãe ficou assustada. Depois disso, resolvi parar o remédio. Daí comecei a engordar e fui para 145 kg.

P. Você sentia compulsão por comida? Comia bastante?
R. Sim. Não que eu coma muito nas refeições, mas como o dia inteiro, belisco muito ao longo de todo o dia ...

P. Você descontava suas emoções como alegrias e tristezas na comida?
R. Sim. Ao ver TV, comia ... e muito! Quando estava na internet também.

P. Você trabalha em que?
R. Sou motorista. É uma profissão que ajuda (a engordar), pois fico sentado o dia todo. Eu não ando a pé.

P. Você se submeteu a que tipo de cirurgia?
R. Capella por videolaparoscopia.


P. E agora, depois da cirurgia, você começou a andar?
R. Estou começando aos poucos. Não conseguia andar muito, não agüentava aquele peso. Ficava ofegante.


Agora, só com esses 15 kg que já perdi (vinte dias após a cirurgia), já consigo andar... outro dia fui ao laboratório fazer os exames a pé. Já fico mais animado.

Nota do entrevistador: ao me receber para a entrevista, vi Luiz Carlos pular de um muro alto, mostrando bastante agilidade e motivação ...

P. Como conseguiu dar um basta? Teve ajuda psicológica?
R. Nunca me submeti a apoio psicológico. Uma vez fui a uma nutricionista, mas não segui as recomendações passadas.


Agora, com a cirurgia, você não consegue comer. O ruim da dieta é que você não pode comer. Quando somente falam que é proibido é mais difícil.

Eu estava muito gordo, pesado. Fumava e tossia muito. Resolvi parar de fumar e já melhorei um pouco. Um dia fui à casa de uma amiga. Ela indicou um outro profissional (não era médico da equipe da Gastromed) e falou sobre a cirurgia de estômago. Marquei uma consulta. Fui atendido pelo assistente do médico, que fez perguntas e pediu exames.

Achei interessante, comecei a pesquisar na internet. O médico pediu que eu fosse a uma palestra, onde haveria depoimentos de várias pessoas operadas. Fui e acabei resolvendo fazer a cirurgia.

Porém, o convênio não autorizou, pois a lei que obriga os convênios a realizar as cirurgias é de 1999 e meu plano era anterior a essa data. Precisava, então, apresentar laudo médico dizendo que a cirurgia era por motivos de saúde, que a operação era necessária. Liguei mil vezes para o consultório deste médico; ele e sua equipe não davam retorno, não apresentavam o laudo.

Na Internet conheci várias pessoas que haviam feito a cirurgia, inclusive uma advogada que me disse para ajuizarmos contra o convênio. Ela conhecia o Dr. Almino, da Gastromed, e recomendou que eu fosse lá.

Eu já havia visto o Dr. Almino no Programa do Jô e no da Luciana Gimenez, entrei no site e depois marquei uma consulta, já bastante confiante no profissional que iria encontrar. E não me decepcionei, pelo contrário!

Nessa consulta eu levei todos os exames. Ele disse que estava tudo bem, que era só marcar a data. Eu expliquei o problema com o plano de saúde e ele me tranqüilizou, dizendo que faria o laudo. Dois dias depois recebi este laudo, que foi também encaminhado ao plano de saúde. Foi muito rápido e ágil. Quero aproveitar para, além de parabenizar o Dr. Almino, parabenizar também toda a equipe da clínica que deu e dá apoio primordial.

O convênio negou a cirurgia e, com essa negativa, entrei na Justiça e conseguimos a liminar. Marcamos então rapidamente a cirurgia, que foi realizada no Hospital Bandeirantes.

No dia da minha internação, o convênio demorou para mandar a autorização para utilização de materiais; foi um dia muito nervoso, muito desgastante. Depois, tive 39 graus de febre, infecção de garganta. O Dr. Almino telefonou, me acalmou e tivemos de remarcar a cirurgia.

Fiz a cirurgia por videolaparoscopia alguns dias depois. Não senti nada. Somente no primeiro dia, eu senti um peso na barriga por causa dos gases. Mas não tive dor. Hoje visitei uma amiga que fez a cirurgia aberta, pelo processo tradicional (que não por videolaparoscopia), feita por um médico de outra clínica. Ela não está agüentando a dor. Eu tive então sorte de ter encontrado o profissional ideal e ter me submetido ao processo ideal também.

P. Quando vai começar a comer?
R. Após 30 dias, ou seja, daqui a 4. Hoje faz 26 dias que operei, já como purê.


O Dr. Almino me vê toda semana, não preciso nem marcar consulta, ele encaixa. Ele é muito bom profissional, não tem comparação com outras clínicas.

P. Qual a mensagem que você passa a quem lê essa entrevista e tem receio de fazer a operação?
R. Não percam mais tempo.


O Dr. Almino é um profissional 100%, assim como todos os profissionais da clínica dele. A gente se sente em casa.

Conheci várias pessoas operadas, todas fizeram a cirurgia aberta e sofreram muito, têm muita dor. Acho que esta técnica da cirurgia que eu fiz é a melhor, você não sente nada, você não sofre.

Saí do hospital em três dias, sem nenhuma dor. Ele havia prescrito Lisador para a dor, mas só tomei por dois dias e parei. No dia seguinte ao que fui para casa, contrariando as recomendações médicas de descansar, viajei para praia, no outro dia fui pescar, pulei das pedras e me senti muito bem. Só tenho de respeitar o fato de comer bem devagarinho, para não ter refluxo. (risos)

É isso. Hoje sou um homem feliz!
 

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