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Gastro Obeso Center na Mídia ::
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Muito comentada hoje em dia, cirurgia de obesidade deve ser realizada apenas para quem realmente precisa |
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Ao contrário do que muitos
pensam, a redução de obesidade não é somente necessária
por questões estéticas ou de melhor convívio social. É
antes de tudo a tentativa de evitar e diminuir a
incidência outras enfermidades como problemas
vasculares, varizes, dificuldade em andar e dormir,
diabetes, hipertensão arterial, problemas
cárdio-respiratórios, dor nas articulações, entre
inúmeras outras. Mas atenção: especialistas alertam para
a realização indiscriminada. “Somente podemos realizar a
cirurgia para determinados tipos de pacientes e estes
devem ser muito bem preparados antes, durante e depois
da cirurgia”, alerta o gastroenterologista e
cirurgião da obesidade, Dr. Almino Cardoso Ramos, do
Hospital Santa Rita, de São Paulo, que tem, em seu
currículo, cerca de 5 mil cirurgias deste tipo
realizadas.
O índice de mortalidade entre os obesos mórbidos –
aqueles que têm, em média, cerca de 40 Kg acima de seu
peso ideal - é cerca de dez vezes mais alto do que em
pacientes não obesos. Ou seja, um fato alarmante que
invoca, claramente, medida drástica para o não
agravamento do problema.
Uma das formas mais eficazes de redução de peso é a
cirurgia de obesidade. Nos últimos dez anos, foram
aperfeiçoadas técnicas que propiciam bons resultados,
com poucas complicações e efeitos indesejáveis. “Mas ela
só é eficaz se for acompanhada por um tratamento
multidisciplinar, composto por psicólogos,
nutricionistas, endocrinologistas, fisioterapeutas e
orientadores físicos pois a cirurgia é apenas um auxílio
em todo o processo”, afirma Ramos.
O médico, que costuma viajar para vários países da
América Latina, Europa, Ásia, além dos EUA, para ensinar
as diferentes técnicas a profissionais daquelas
localidades, explica que há três principais grupos de
cirurgia: as restritivas, as desabsortivas
e as mistas. “As restritivas funcionam muito bem
para pacientes que conseguem, através de boa preparação,
reduzir a ingestão de alimentos. Dependendo do
comportamento alimentar da pessoa, pode ser através de
diminuição do estômago ou colocação de anel ou banda na
entrada do estômago de modo a controlar, como uma
ampulheta, a ingestão de comida”, diz. Ele também
informa que as desabsortivas, mais indicadas para
pacientes super obesos, fazem com que o indivíduo não
precise comer menos; mas, em contrapartida, ele absorva
menos, já que o intestino é diminuído e ele tem de
evacuar mais continuamente. “A melhor e mais eficaz
técnica é forma mista, que combina técnicas
restritivas e desabsortivas e é denominada
Bypass Laparoscópico”, revela. De acordo com
Ramos, esse procedimento tem resultados excelentes no
que tange à perda ponderal, com média de 30% a 40% do
peso ou 70% a 80% do sobrepeso entre um ano a um ano e
meio.
O interessante, segundo o profissional, para menor
trauma ao paciente, é a realização da cirurgia através
de videolaparoscopia, onde não existe a
necessidade de grandes incisões, sendo, portanto, a
recuperação do paciente, rápida. “A internação consiste
de um só dia e a pessoa pode voltar às suas atividades
normais em um tempo muito curto”, informa.
“Como toda cirurgia, a bariátrica também apresenta
riscos; porém, com o desenvolvimento de novas técnicas e
treinamento contínuo de equipes, esses riscos estão
diminuindo sobremaneira”, afirma Ramos. De acordo com
ele, o obeso mórbido, como o próprio nome já diz,
apresenta algumas doenças em percentual maior que a
população normal e, portanto, deve ser conduzido com
extremo cuidado durante todas as etapas do pré, intra e
pós-operatório.
“A estabilidade ocorre cerca de dois anos após a
realização da cirurgia e a perda de peso é de cerca de
70% do excesso. Porém, são bastante freqüentes os casos
de diminuição de cerca de 90% a 100% deste excesso. É
importante que a perda seja gradual para que sejam
evitadas situações de mal estar”, finaliza o cirurgião. |
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