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Novidade na cirurgia de obesidade: Banda Gástrica Ajustável por Controle Remoto
 
Técnica começará a ser empregada no Brasil pela equipe do Dr. Almino Cardoso Ramos

Uma das modalidades de cirurgia de obesidade mais utilizadas, a Banda Gástrica é realizada através de videolaparoscopia, onde não existe a necessidade de grandes incisões, sendo, portanto, a recuperação do paciente rápida e os riscos menores. A internação consiste de um só dia e a pessoa pode voltar às suas atividades normais em um tempo muito curto. Nesta cirurgia, não há corte, tampouco retirada de parte do estômago. Em vez deste procedimento, é inserido um anel de silicone colocado para moldar e diminuir o volume do estômago, criando um efeito ampulheta. Após a intervenção cirúrgica, o paciente passa então a ingerir pequena quantidade de alimento.

Periodicamente, o paciente deve, ao ser analisado por seu médico, ajustar mecanicamente o diâmetro da banda através de um pequeno mecanismo localizado logo abaixo da pele com a finalidade de controlar a quantidade de alimento ingerido.

Agora, através da nova Banda Gástrica Ajustável por Controle Remoto pode-se ajustar o diâmetro da banda instalada no estômago do paciente de forma magnética, por meio de mecanismo que não utiliza bateria. Ele é um método menos invasivo, que não gera infecção e não é dolorido, além de possibilitar um ajuste fino e, consequentemente, auxiliar o processo de emagrecimento e melhoria da saúde.

Por intermédio de um computador na mesa do médico, o paciente insere seu cartão individual que possibilita ajuste fino na calibragem da banda.

Há três diferentes tipos (básicos) de cirurgia de obesidade

Ao contrário do que muitos pensam, a redução de obesidade não é somente imperiosa por questões estéticas ou de melhor convívio social. É antes de tudo a tentativa de evitar outras enfermidades como problemas vasculares, varizes, dificuldade em andar e dormir, diabetes, hipertensão arterial, problemas cárdio-respiratórios, dor nas articulações, entre inúmeras.

O índice de mortalidade entre os obesos severos ou mórbidos é cerca de dez vezes mais alto do que em pacientes não obesos. Ou seja, um fato alarmante que invoca, claramente, medida drástica para o não agravamento do problema.

Uma das formas mais eficazes de redução de peso é a cirurgia de obesidade que, nos últimos dez anos, aperfeiçoou técnicas as quais propiciam excelentes e duradouros resultados, com poucas complicações e efeitos indesejáveis. Ao contrário do que muitos pensam, pode ser realizada de três formas diferentes: Gastroplastia Redutora, Banda Gástrica e Balão Intragástrico.

O primeiro tipo - Gastroplastia Redutora - é a mais conhecida das cirurgias redutoras. Trata-se retirada de parte do estômago, com a conseqüente diminuição do apetite e a sensação de saciedade com apenas uma quantidade pequena de alimentos ingeridos.

O segundo, Banda Gástrica, é realizado através de videolaparoscopia, onde não existe a necessidade de grandes incisões, sendo, portanto, a recuperação do paciente, rápida. A internação consiste de um só dia e a pessoa pode voltar às suas atividades normais em um tempo muito curto. Nesta cirurgia, não há corte, tampouco retirada de parte do estômago. Em vez deste procedimento, é inserido um anel de silicone que é colocado para moldar e diminuir o volume do estômago. Assim como na anterior, o paciente, após a intervenção cirúrgica, começa a ingerir pequena quantidade de alimento e os resultados são similares.

O terceiro método, mais recente, é a do Balão Intra-Gástrico, que consiste em um balão de silicone que é introduzido no estômago do paciente através do método endoscópico. Assim como as anteriores, diminui o volume gástrico (o balão mantém o estômago cheio), reduzindo também, conseqüentemente, a quantidade de alimento ingerido.

Em complemento ao tratamento, é muito importante que o paciente seja acompanhado, antes e depois da cirurgia, de psicólogo e nutricionista para que possa desenvolver, a partir daí, hábitos saudáveis e uma melhor qualidade de vida.

A estabilidade ocorre cerca de dois anos após a realização da cirurgia e a perda de peso é de cerca de 70%. Porém são bastante freqüentes os casos de diminuição de cerca de 90% a 100% do excesso de peso. É importante que a perda seja paulatina para que sejam evitadas situações de mal estar.

Como todo procedimento médico, a cirurgia no obeso traz consigo uma série de riscos; entretanto, deve-se ressaltar que a relação entre o risco e o benefício é sempre levada em conta no momento de se indicar um tratamento. O obeso severo ou mórbido, como o próprio nome já diz, apresenta algumas doenças em percentual maior que a população normal, e deve ser conduzido com extremo cuidado durante todas as etapas do pré, intra e pós-operatório.
 
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