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A Doença do Refluxo
Gastroesofágico (D.R.G.E.), mais conhecida pelo sintoma da
azia, manifesta-se em até 50% da população de todo o
planeta. Ela pode ser causada por fatores anatômicos ou
pessoais de defesa da mucosa do esôfago. Os sintomas
típicos costumam ser: queimação, regurgitação (ou vontade)
e, eventualmente, a disfagia, que é a dificuldade de
deglutir líquidos, sólidos ou os dois.
O médico gastroenterologista Almino Cardoso Ramos afirma
que além dos sintomas característicos citados acima, os
atípicos também existem e envolvem outras especialidades
médicas como otorrinolaringologia, onde sintomas de
pigarro, queimação na garganta, rouquidão e até lesões nas
cordas vocais são comuns; pneumologia, onde o refluxo pode
causar pneumonia, asma, bronquite e tosse. Além desses, a
doença do refluxo pode provocar dor torácica parecida com
infarto (no mundo todo muitas pessoas pensam que estão
infartando, quando na verdade não estão). Esta dor é
causada pelo espasmo de esôfago.
“O tratamento que recomendamos, normalmente, começa com
mudanças comportamentais como deitar cerca de uma hora
após as refeições, evitar alimentos ricos em gorduras e
outros que, quando ingeridos, sabe-se que ocasionarão os
sintomas”, explica Ramos. Segundo ele, o tratamento
clínico resolve a questão dos sintomas em cerca de 80% dos
casos, porém a doença do refluxo, alerta o médico, é para
a vida toda.
Existe também o tratamento cirúrgico que, com os avanços
da laparoscopia, permite ao paciente ter alta no mesmo dia
ou, no máximo, no dia seguinte e é utilizado em
aproximadamente 20% dos casos.
Devido à mudança alimentar que vem ocorrendo a cada década
– a dieta atual é mais rica em calorias e gordura –Ramos
alerta para a epidemia silenciosa vivenciada neste início
de milênio que é a obesidade. Segundo ele, estudos mostram
que pacientes obesos apresentam mais sintomas de refluxo
que a população em geral.
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