Vilson N. de Souza é paciente do Dr. Almino Cardoso
Ramos, chegou a pesar 250 kg e ficar em coma por 15
dias.
Vilson N. de Souza, 36 anos, foi atendido há 2 anos com
250 kg sendo indicada cirurgia para redução de peso.
Como tinha muito medo da cirurgia e da anestesia, optou
por mais uma tentativa de emagrecimento com regime e
remédios. Chegou no pronto socorro do Hospital 9 de
Julho em coma e foi encaminhado diretamente para o CTI.
Foi realizado preparo para cirurgia pela equipe do Dr.
Almino Cardoso Ramos sendo submetido a uma redução de
estômago e derivação de intestino delgado por
videolaparoscopia.
Veja a interessante entrevista do Jornalista Alberto M.Danon
( J ), com Vilson ( V ) sobre sua experiência pré e pós
cirurgia.
J. Gostaria de saber um pouquinho da sua
história. Na sua infância e adolescência, sempre teve
vontade de comer? Houve, em algum momento, um grande
aumento de peso?
V. Tive uma infância boa, era forte. Aos 17 anos fiquei
magro, sem fazer nenhum tratamento, apenas cresci. Mas
depois dos 19 anos comecei a engordar e não parei mais.
J. E o que o levava a engordar tanto?
V. Acho que era ansiedade, não sei. Sei que comia por
compulsão.
J. Você chegou a fazer exercícios físicos,
consultar médicos naquela época?
V. Cheguei a fazer tratamento com endocrinologista, mas
não adiantava.
J. E não emagrecia um pouquinho?
V. Emagrecia 20Kg e engordava 35Kg, emagrecia novamente
40 Kg e engordava 60 Kg. O tempo foi passando e cheguei
a 250 kg.
J. Como conheceu o Dr. Almino Cardoso Ramos?
V. Através do meu cardiologista, Dr. Aragão. Eu iria
fazer a operação (cirurgia de obesidade) mas estava com
medo e resolvi fazer regime como última tentativa. Mas
foi em vão, pois emagreci 15 kg e engordei 40.
J. Há dois anos você decidiu tentar o regime
novamente e depois foi para Goiânia. O que aconteceu lá?
V. Lá foi a perdição, era tudo mais barato, ia direto a
rodízios, comia uma melancia inteira, de 18 kg.
J. Qual era seu café da manhã?
V. Comia 6 hambúrgueres, 6 pãezinhos e 02 jarras de
suco.
J. E tinha lanche da manhã?
V. Mais 03 pãezinhos e 01 copo de leite.
J. E o almoço?
V. Carnes, macarrão, arroz, feijão, maionese, costela.
J. No rodízio, quantos quilos você comia?
V. Cheguei a comer metade de um cabrito sozinho.
J. E pizza?
V. Comia 01 pizza napolitana e meia também sozinho e de
uma só vez ...
J. E sobremesa do almoço?
V. 04 pudins, salada de frutas.
J. E o lanche da tarde?
V. Comia bastante. Três pamonhas de quase 1 kg cada,
queijo, doce de leite, tudo junto.
J. Como era seu jantar?
V. Ia ao rodízio de carnes, comia 3 pratos de arroz,
feijão, costela de cabrito. Já cheguei a comer 4
feijoadas em uma só tacada.
J. E tinha o lanche da noite?
V. Claro, já que ficava com fome... Antes de dormir eu
comia 02 hambúrgueres ou 06 cachorros quentes.
J. E às vezes acordava com fome no meio da
madrugada?
V. Ah, sim, ia beliscar na geladeira. Tomava 6 litros de
Coca Cola de uma vez.
J. Quando chegou aqui você estava desacordado
(em coma) e ficou na UTI por 16 dias, certo?
V. Certo, e acabei optando pela cirurgia. Já não
agüentava mais gastar dinheiro com remédios, tinha
pressão alta, angina, problemas cardíacos, infecções
constantes... uma vida que não tinha mais jeito - era um
verdadeiro inferno.
J. Depois da cirurgia você teve uma redução de
70 kg. Como você se sente?
V. Sinto-me um outro homem. Minhas roupas não servem
mais, está tudo folgado. Minha pressão normalizou, não
consigo mais comer muito.
J. Como você vê o fato de não haver grandes
cicatrizes, não haver mutilação? São apenas pequenos
furinhos que terão cicatrização rápida (técnica de
videolaparoscopia)...
V. O corte, nas pessoas que se operam com médicos que se
utilizam do método antigo, deixa as pessoas
constrangidas. Esconde um problema para se ter outro.
Hoje mudou, nem parece que operei.
J. O que você tem a dizer sobre o Dr. Almino?
Como vê a atuação dele?
V. Ele não é só um excelente médico; é um verdadeiro
pai. Não é à toa que está trabalhando há tanto tempo e
com todo este sucesso. É muito atencioso, não abandona o
paciente. Eu operei e quando vim para o quarto ele já
veio em seguida.
J. Você é casado?
V. Sou, e tenho dois filhos que falaram que estou outro
homem!
J. Tem alguma coisa que você não fazia mais?
V. Já não estava fazendo mais nada, estava inutilizado.
Já não andava, não me movia.
J. E para trabalhar?
V. O peso era tão grande que eu já nem andava,
rastejava.
J. Qual é a sua atividade profissional?
V. Vendo plantas.
J. Quando você via o seu sofrimento, não tinha
como deixar de comer?
V. A comida vencia, nunca vi uma coisa igual. Podia
deixar de fumar, de viver, mas não de comer.
J. E como você pretende levar a vida daqui para
frente?
V. A operação foi tão bem feita que não vou mais
conseguir comer como eu comia. Agora é ir em frente e
ter uma vida normal.
J. Você vai seguir uma regra nutricional?
V. Sem dúvida, tenho que seguir ou vou quebrar todo o
trabalho.
J. É interessante, a gente vê uma pessoa obesa e
pensa que é bem nutrida. Seus exames anteriores à
cirurgia indicam que tem poucas proteínas e outras
deficiências...
V. Gordura não é saúde, quem pensa que é pode procurar
um profissional para ter uma alimentação saudável e, se
for gordo demais , vir operar, como eu. Me arrependo de
não ter feito isso antes, há dois anos, quando conheci o
Dr. Almino
Na presente data, março de 2003, Vilson está com
150 Kg a MENOS.