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Jornais e Revistas |
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MEDICINA &
BEM-ESTAR - Edição 1893 - 1º de fevereiro de 2006 |
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A medicina oferece também
procedimentos nos quais nem furinhos mínimos são feitos. São
intervenções que usam estratégias diferentes para tratar
problemas antigamente resolvidos só no bisturi. A
litotripsia é uma das mais conhecidas. O método usa ondas
eletromagnéticas para fragmentar cálculos renais, depois
expelidos pelo uretér (canal de comunicação entre o rim e a
bexiga). Tudo é feito em cerca de uma hora e o paciente nem
fica internado.
Outra arma recente é o PST (do inglês Pulsed Signal Therapy).
Trata-se também da aplicação de ondas eletromagnéticas, mas
desta vez para melhorar a circulação sangüínea e diminuir
inflamações. Uma das doenças tratadas com o recurso é a
artrose (desgaste da cartilagem). A terapia é indicada para
casos leves e moderados. “Ela impede a progressão das lesões
e ajuda a evitar a cirurgia”, explica o médico João
Carazzato, chefe do grupo de Medicina Esportiva do Hospital
das Clínicas de São Paulo. Segundo o ortopedista Tarcísio
Barros, professor da Universidade de São Paulo, há melhora
em 78% dos casos.
Ainda mais novo é o método que reverte o estrabismo em bebês
e crianças com a aplicação da toxina botulínica. “Com uma ou
duas aplicações, eliminamos o desvio em 50% dos casos”, diz
a oftalmologista Márcia Keiko, da Universidade Federal de
São Paulo. A técnica só se tornou possível com o
desenvolvimento de uma pinça especial na universidade (para
posicionar o músculo ocular que receberá a injeção da
substância), que será patenteada. Porém, alguns médicos
acham a eficiência do método discutível, já que implica
reaplicação da toxina. Márcia discorda. “Com a técnica, uma
em cada duas crianças fica livre da cirurgia. As mães
preferem tentar”, afirma. |
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