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A cápsula inteligente que viaja pelo
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Um comprimido hi-tech
ingerido pelo paciente fotografa o aparelho digestivo por
oito horas e substitui o desconforto dos exames invasivos |
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Neuronavegador auxilia na cirurgia
no cérebro: médicos ganham maior
precisão na hora da retirada do tumor
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Nos
últimos tempos, a ciência tem alcançado avanços
significativos para tornar menos dolorosos alguns exames
e até mesmo tratamentos cirúrgicos. Uma das novidades
mais promissoras nesse campo é uma cápsula hi-tech que,
depois de ingerida pelo paciente, percorre seu intestino
delgado. Durante oito horas, ela “tira” 55000 fotos
dessa parte do corpo, que são repassadas por ondas de
rádio para um sensor colocado no abdome e, em seguida,
para um computador. Com base nas imagens, o médico pode
mapear a região e descobrir hemorragias de no mínimo 1
milímetro. A técnica também é capaz de detectar
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qualquer
tipo de tumor ou inflamação no aparelho digestivo. De um
ano pra cá, cerca de dez hospitais brasileiros já estão
utilizando esse sistema desenvolvido pelos israelenses.
Ainda não é possível faze-lo através de convênio médico. O
exame da cápsula custa cerca de 1000 dólares, quase quatro
vezes mais que a enteroscopia, um tipo de endoscopia, a
técnica que utiliza tubos para detectar eventuais
problemas. O sistema que usa o comprimido está em franca
evolução. No futuro, a cápsula deve ganhar uma bateria
mais resistente, que permitirá esquadrinhar também o
intestino grosso.
“O passo seguinte será torna-la dirigível e capaz de fazer
biópsias”. Diz o gastroenterologista Manuel Galvão Neto,
do Hospital Nove de Julho, de São Paulo.
Além de substituir os exames invasivos, a tecnologia vem
ajudando outros tipos de exame. A tomografia, por exemplo,
foi criada há trinta anos, mas só agora começa a tomar o
lugar do cateterismo, único meio de diagnosticar com
precisão se as coronárias, artérias que irrigam o coração,
têm algum problema.
Isso por que há três anos surgiram os primeiros tomógrafos
capazes de fazer uma avaliação cardíaca. Antes disso, os
aparelhos não tinham tecnologia suficiente para o exame do
coração e eram empregados em outras partes do corpo, como
crânio e abdome. Agora, como podem avaliar cortes vinte
vezes mais finos, já são usados para visualizar as
coronárias. As vantagens são muitas: é rápido e
confortável e custa 25% do preço do cateterismo. “Ele é
recomendado também para quem já sofreu uma cirurgia e quer
acompanhar como estão as coronárias”.
De lá, as imagens seguem para um computador, que monta um
filme de oito horas mostrando todo o percurso feito pelo
dispositivo no intestino delgado. A partir disso, os
médicos têm condições de detectar se há ou não algum
problema diz Ibraim M. F. Pinto, médico do serviço de
diagnóstico de imagem do Hospital do Coração, de São
Paulo. Outro benefício de equipamentos de última geração é
visto nas cirurgias do cérebro. O neuronavegador é um
aparelho que tem um braço em forma de pé de galinha que
pode fazer o cálculo tridimensional de um tumor. Assim, o
médico sabe o ponto exato em deve intervir. Com esse
sofisticado aliado, o microscópio está condenado a virar
peça de museu.
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Um chip minúsculo
A cápsula tem um mecanismo que transmite, por
ondas de rádio, duas fotos por segundo para
sensores que ficam no abdome do paciente.
De lá, as imagens seguem para um computador, que
monta um filme de oito horas monstrando todo o
percurso feito pelo dispositivo no intestino
delgado. A partir disso, os médicos têm condições
de detectar se há ou não algum problema.
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Passeio pelo
sistema digestivo
Depois de ingerido a cápsula passa pelo esôfago e
pelo estômago até chegar ao intestino delgado. No
futuro, ela pode ganhar uma bateria mais potente
que permitirá fotografar o intestino grosso.

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Nos mínimos detalhes
A maquininha consegue detectar qualquer sangramento maior
que 1 milímetro. Esse sistema também é indicado para
visualizar tumores e inflamações no intestino delgado.
Segundo os médicos, daqui a alguns anos ele poderá fazer até
biópsias. |
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